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Você sabia que elogios podem piorar o rendimento escolar do seu filho? – Psicóloga Meiry Kamia

É muito comum ouvirmos pais elogiarem seus filhos dizendo “puxa, como você é inteligente filho(a)!”, como forma de incentivo ao estudo. Esses pais partem do pressuposto de que se elogiarem constantemente seus filhos, isso aumentaria a autoestima e confiança dos mesmos e os estimularia a enfrentarem novos desafios acadêmicos. No entanto, pesquisas realizadas nos EUA, descritas por BRONSON e MERRYMAN no livro “Os 10 erros mais comuns na Educação de Crianças” mostram justamente o contrário.

Carol Dweck e sua equipe, da Universidade de Colúmbia, conduziram uma pesquisa dividida em quatro fases, com 400 estudantes do 5º ano.

Na primeira fase, os alunos foram retirados da sala um a um para a realização de um teste. Ao término do teste, os alunos foram separados aleatoriamente em dois grupos que receberam elogios diferentes: um grupo recebeu elogios relacionados à sua inteligência , ex: “como você é bom nisso!”, e o outro grupo recebeu elogios pelo esforço empregado na tarefa: “você deve ter se esforçado bastante!”.

Após essa primeira fase, os alunos foram convidados a realizar um segundo teste, mas dessa vez, os alunos poderiam escolher o tipo de teste que queriam realizar. Havia uma opção bem mais difícil que a primeira fase, mas os pesquisadores incentivavam os alunos dizendo que eles poderiam aprender muito ao tentar montar o quebra-cabeça. E o outro teste era muito similar ao primeiro já realizado. Dos alunos que receberam elogios relacionados ao seu esforço, 90% escolheu o desafio mais difícil, enquanto que a maioria que recebeu elogios relacionados à inteligência escolheu o desafio mais fácil.

Na terceira fase, os alunos já não podiam escolher, e foram submetidos a um teste muito mais difícil em que todos falharam. O grupo de alunos que receberam elogios na primeira fase relacionados ao seu esforço, concluíram que talvez não tivessem se empenhado o bastante no teste. Já o grupo que recebeu elogios relacionados à inteligência, concluíram que o fracasso apenas comprovava que eles não eram inteligentes.

Após induzirem os alunos ao erro, os pesquisadores, na quarta fase, aplicaram uma última rodada de testes em todos os alunos, mas dessa vez, um teste tão fácil como o da primeira fase. Resultado: o grupo elogiado pelo esforço teve melhora de 30% em seu desempenho, enquanto que o grupo elogiado pela inteligência teve queda de 20% referente ao primeiro teste realizado!

O experimento demonstra que enfatizar o esforço da criança dá a ela a sensação de que ela pode controlar o seu sucesso, e se falhar, basta se esforçar mais da próxima vez. Por outro lado, elogiar a inteligência retira o controle da criança – porque inteligência é uma variável que não se controla – e também não orienta como a criança pode reagir em caso de fracasso, gerando frustração. Outro raciocínio que a criança pode ter é “se eu sou inteligente, então não preciso me esforçar”, e ela entende que só deve se esforçar aqueles que não possuem atributos naturais como ela possui.

Elogios são importantes, mas para surtirem efeitos positivos, devem ser baseados na realidade. A partir dos 7 anos a criança já têm discernimento para julgar se um elogio é sincero ou não e quando percebem que os elogios não são sinceros, passam a desconsiderar todos os elogios, inclusive os sinceros.

Elogiar demais uma criança também pode fazer com que ela aprenda a fazer coisas apenas pelo elogio e não pelo prazer de fazer. Alguns estudos demonstraram que crianças elogiadas demais se tornam mais competitivas, podendo até mentir apenas para ganhar elogios.

Um estudo realizado pelo psicólogo Wulf –Uwe Meyer mostrou que crianças acima de 12 anos, por exemplo, não recebem bem elogios de professores, pois consideram que seus mestres acham que não têm capacidade suficiente, portanto, precisam de estímulo extra. Seu estudo constatou que os adolescentes ficam tão insensíveis aos elogios que preferem as críticas, uma vez que a crítica do professor, para eles, demonstra o quanto ainda tem potencial para desenvolver e o quanto o professor acredita neles.

Muitos pais também cometem o erro de tentar acobertar as experiências negativas, dificuldades escolares e fracassos dos filhos. Uma pesquisa realizada por Florrie Ng, da Universidade de Illinois, fez um comparativo entre mães americanas e mães chinesas.

As crianças foram convidadas, juntamente com as mães para a realização de dois testes. No momento do primeiro teste, as mães aguardavam os filhos numa sala de espera. Entre um teste e outro, era permitido que as mães entrassem na sala do teste para falar com o filho. Ao entrar na sala, as mães eram informadas da nota do filho e mentiam dizendo que a nota estava abaixo da média. As mães tinham cinco minutos para falar com os filhos e câmeras gravaram a interação. 

As mães americanas evitavam falar sobre os aspectos negativos do teste, às vezes desviavam o assunto para outras coisas, mantendo o otimismo. Já as mães chinesas mantinham o foco no teste e faziam comentários com o “você não prestou atenção ao responder”, ou “vamos dar uma olhada no seu teste”.

Após o intervalo, as crianças foram submetidas a um novo teste e as crianças chinesas tiveram um desempenho de 33% de melhora em relação ao primeiro teste, mais que o dobro da melhora do desempenho das crianças americanas.

Ensinar as crianças a enfrentarem situações difíceis prepara-as para desafios futuros e ensina a perseverar. Pais erram quando fingem que não estão vendo os problemas enfrentados por seus filhos ou quando simplesmente tentam resolver por eles, achando que estão protegendo do sofrimento. Os desafios devem ser encarados como oportunidades de crescimento. Ao manter-se firmes diante da dificuldade o cérebro é ensinado a trabalhar para a solução e perseverar, e a criança aprende a postergar a necessidade da recompensa. Crianças que são recompensadas o tempo todo não desenvolvem perseverança, e desistem assim que recebem a recompensa.
 

Portanto, para você que é pai, mãe, educador, se desejam filhos saudáveis no futuro, ao fazer um elogio basta seguir essas três regrinhas básicas:

 

HONESTO: o elogio deve ser respaldado na realidade e nunca dado apenas para agradar.
 

OBJETIVO: é preciso citar o que a pessoa fez de bom, que comportamentos ela executou e quais as consequências. Por exemplo, se a criança tirou uma boa nota na prova, deve dizer o quanto ela foi esforçada, o quanto estudou, o quão disciplinada foi, etc.
 

CONSTRUTIVO: o elogio sempre deve direcionar o comportamento futuro. Se por acaso, a questão envolver alguma falha, ou um desafio muito grande, o elogio deve ajudar a criança a superar a situação negativa e/ou desafiadora de forma a criar estratégias para a solução do mesmo. Deve dar dicas de como a pessoa deve agir para melhorar o rendimento futuro. 

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e“MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

Às vezes, em um único dia de trabalho, podemos sofrer o impacto de diversas emoções: raiva, medo, angústia, felicidade, ansiedade, tristeza, etc. Mas raramente paramos para refletir sobre como as emoções podem afetar a nossa saúde e desempenho no trabalho. 
 
Existe uma relação muito íntima entre pensamentos, emoções, corpo e comportamentos. Pensamentos geram emoções que carregam para o nosso corpo uma qualidade específica de energia que influenciará no funcionamento das nossas células de forma positiva ou negativa. Todo esse processo ocorre através das ações dos neurotransmissores e hormônios produzidos pelo nosso cérebro e corpo.


Desta forma, a tristeza reduzirá o nível de serotonina, o medo elevará a taxa de adrenalina, a raiva produzirá noradrenalina, ambos acelerarão os batimentos cardíacos preparando o corpo para luta ou fuga; situações estressantes estimularão o córtex da supra-renal a produzir cortisol, que em excesso, pode causar aumento da pressão arterial, queda de imunidade, problemas cardíacos e gastrointestinais, diabetes, etc.
 
Por outro lado, estados de alegria aumentarão os níveis de dopamina, conhecida como “molécula da motivação”, que nos trará uma sensação de autoconfiança, aumentará a capacidade de atenção e produtividade, assim como a capacidade de foco e concentração. Atualmente, vários estudos já relacionam os estados de felicidade com a longevidade e aumento da imunidade.
 
Isso não significa que as emoções consideradas “negativas” sejam inúteis, ao contrário, elas possuem funções importantes para a preservação da saúde física e psicológica. O problema é o desequilíbrio ou a tentativa de supressão a energia das emoções. Essa tentativa de “engolir” as emoções, fingindo que não existem ou, o descontrole delas, é o que gera o desequilíbrio, estresse e os sintomas das doenças.


Ser inteligente emocionalmente significa saber “ler” as emoções e saber lidar com elas da melhor maneira possível de acordo com cada situação que vivemos, e transformá-las quando possível.
As emoções são disparadas de acordo com a nossa forma de interpretar o mundo. Se você for ao cinema com um grupo de amigos e perguntar, ao final do filme, o que cada um achou do filme, provavelmente, terá respostas diferentes. As percepções são diferentes porque cada pessoa tem uma história diferente e nossas avaliações da realidade são influenciadas por nossa história de vida.
As emoções são desencadeadas de acordo com a avaliação que formamos da realidade. Se nossa avaliação for incorreta, ela poderá gerar uma emoção incorreta. Vejamos esse exemplo:
Situação: de repente, seu coordenador solicita com urgência diversos relatórios para você num prazo extremamente curto de tempo. 

 

Sua avaliação pode ser positiva ou negativa:

 
Avaliação positiva: você pensa “nossa, ele deve estar sendo muito pressionado pelo diretor da área, o ‘bicho deve estar pegando’ para o lado dele. Está tão estressado que nem percebeu que o que me pediu é impossível entregar em tão pouco tempo, mas verei com ele o que é prioritário e farei meu melhor possível para ajudá-lo.” Consequência: essa avaliação positiva da situação fará com que você simpatize com seu chefe, mantenha seu foco no resultado e consiga encontrar uma solução plausível para o problema.
 
Avaliação negativa: você pensa “ele deve me odiar! Deve estar tentando me humilhar jogando tanto trabalho em tão pouco tempo, só para me chamar de incompetente depois”. Consequência: a avaliação negativa da situação gera frustração, pois faz com que se sinta ofendido(a) pelos pedidos do chefe. A raiva gerada joga em seu corpo noradrenalina, colocando seu corpo e mente na defensiva e pronto para atacar. E você pensa “ah, se ele pensa que isso vai ficar assim, ele está muito enganado! Vou prejudicá-lo na primeira oportunidade que tiver!”. Essa promessa de vingança se perpetuará em você, e a raiva despertada cada vez que você encontrar com seu coordenador, jogará em seu sistema a noradrenalina, preparando seu corpo e seus pensamentos para a agressão que poderão se manifestar por meio de indiretas e respostas atravessadas.  Para justificar para si mesmo e para os seus amigos os seus comportamentos e desabafos, você voltará sua atenção para buscar sinais de que seu chefe realmente está contra você e, sem perceber, você está preso no ciclo vicioso da raiva, alimentando-a cada vez mais. Seu foco será o ataque ao seu chefe e não mais os resultados do seu trabalho.
 
A verdade: se você simplesmente perguntar para o seu coordenador a razão de tantos relatórios, ele pode responder que está tentando aprovar um projeto para o próximo ano e que precisa dos relatórios anteriores para demonstração na reunião e que, se for necessário, ele pode te ajudar.
 
Muitos sofrimentos emocionais são ocasionados pelos pensamentos gerados por interpretações errôneas que fazemos da realidade. Pessoas tímidas e com baixa auto estima tendem a interpretar as situações como se elas estivessem sendo observadas e julgadas a todo momento, o que faz com que se sintam deslocadas, quando na verdade, seus gestos contidos fazem com que elas passem desapercebidas em diversas situações. Pessoas conhecidas como “nervosinhas” tendem a interpretar as situações como se estivessem sendo atacadas a todo momento e sentem que precisam se defender, sendo assim, respondem de forma seca e ríspida e mostram agressividade sem necessidade. 
 
A inteligência emocional se dá quando nos damos conta de que estamos vivendo num círculo vicioso, que nos mantém prisioneiros de nossos próprios pensamentos e emoções. Perceba que o vilão da história não são as emoções, elas apenas reagem aos pensamentos e preparam nosso corpo para reagir da forma como foi ordenada.
 
Perceba que a única forma de sairmos dessa prisão psicológica é trabalhando com o nosso lado racional, ampliando as possibilidades de interpretação da situação. Conversar ou desabafar com pessoas de confiança é um bom exercício que ajuda a compreender a situação por ângulos diferentes. Ao nos desapegarmos dos pensamentos geradores das emoções negativas, passamos a nos libertar também dos efeitos negativos das mesmas, e deixamos de estressar nossos corpos jogando tanta adrenalina, noradrenalina, cortisol, etc.
 
Estimular a produção de dopamina é uma boa solução se você deseja ser mais feliz, motivado e ter qualidade de vida no trabalho. Uma dieta balanceada, equilibrada, exercícios físicos diários, ações como buscar novidades, aceitar desafios, praticar meditação, pensar positivo, são ações simples, que não custam nada, e que ajudarão a te manter motivado, feliz, mais disposto, focado e produtivo, enxergando muito mais oportunidades do que problemas, e claro, com um desempenho muito mais positivo no trabalho.


MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” eMOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

Momentos de crise põem em xeque nossas crenças, hábitos, vitórias e certezas. No ideograma chinês, a palavra CRISE é formada por duas palavras: PERIGO e OPORTUNIDADE. Perigo porque sempre irá trazer a sensação de medo e ansiedade. E oportunidade porque é a chance que temos de resolver situações pendentes, mudar a direção das nossas vidas, ou mesmo recriar cenários diferentes para as nossas vidas. 

Em muitas culturas a águia é símbolo de Poder e Transformação. Na mitologia Grega, a águia simbolizava Zeus, que é o mais poderoso dos deuses. Na cultura Celta, ela significava Renascimento ou Renovação. Para os Egípcios, ela simbolizava a Vida Eterna. E essa “fama” da águia não se fez à toa. 

A Águia inspirou uma lenda muito interessante relacionada à sua capacidade de renovação. A Águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie, podendo viver até os 70 anos. Mas ao chegar aos 40, ela já se encontra bastante desgastada fisicamente, suas unhas estão tão compridas e flexíveis, que ela já não consegue agarrar suas presas. Seu bico encontra-se longo, pesado e pontiagudo, dificultando o voo e o estraçalhar dos alimentos, que é a parte mais difícil do que caçar. Suas penas estão pesadas e grossas, que impedem o bom voo. Diante dessa situação, a águia só tem duas alternativas: ou morre… ou enfrenta um doloroso processo de renovação que durará cerca de 150 dias.


Nesse processo, a águia voa até o ponto mais alto da montanha, resguardando-se de possíveis predadores. Nesse local seguro, ela começa a bater o seu bico contra a parede até arrancá-lo, aguentando, corajosamente, a dor que essa ação acarreta. Com paciência, espera o nascer de um novo bico, e com ele irá arrancar as suas velhas unhas. E, com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. Após cinco meses, a água encontra-se “Renascida” e preparada para viver por mais 30 anos.


Momentos de crise, limitação e dificuldade nos ajudam a parar para refletir sobre como estamos conduzindo nossas vidas, nosso trabalho, nossos relacionamentos.
Assim como a águia, somos convidados a passar por processos de renovação. Às vezes saímos do emprego, ou somos demitidos, ou nos divorciamos, ou passamos por crises financeiras, ou, de forma mais simples, precisamos simplesmente renovar os processos de trabalho dentro da própria empresa.
Muitas empresas apresentam em sua visão e missão, a palavra “inovação”. Não é possível haver inovação se as pessoas não estão dispostas a transformar os processos. Isso requer muita coragem, pois assim como a águia enfrenta a dor física para se transformar, nós enfrentamos a dor psíquica.
Da mesma forma que a águia sofre com a dor de arrancar seu próprio bico, sofremos por abrir mão das glórias passadas, daquele jeito de fazer as coisas que “sempre deram certo”, porque “sempre foi assim”.
Assim como a águia arranca as unhas que antes agarravam tão bem os alimentos, precisamos abrir mão dos velhos hábitos e costumes, que até agora nos geravam sensação de paz e segurança.


Com a mesma coragem que a águia arranca todas as suas penas na certeza de que crescerão novamente. Devemos nos abrir para o mundo novo, porém incerto, que se abre a nossa frente.
É preciso esvaziar o copo para enchê-lo novamente. É preciso abrir mão do velho para o que o novo chegue. Essa é a postura que devemos levar para nossas vidas para que o processo de transformação ocorra sempre e sem resistências dentro de nós. Para que possamos evoluir buscando melhorias não só em nossos processos de trabalho, como principalmente na evolução do nosso caráter e virtudes.

 

 

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e“MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

 

 

 

 

Fuja das Panelinhas no Trabalho

O fenômeno das “panelinhas” é bastante comum e até natural nas organizações. As panelinhas geralmente se formam por afinidades, simpatias, similaridades, etc, dão uma sensação de pertencimento, o que gera tranquilidade e até mesmo sensação de poder.


 
Apesar de ser tentador fazer parte delas, o fenômeno das “panelinhas” esconde um lado obscuro que não é vantajoso nem para a empresa, nem para o trabalhador.

Veja por que fazer parte de panelinhas pode ser prejudicial ao seu crescimento profissional:

Não desenvolve a maturidade: as panelinhas são formadas por pessoas que pensam de forma parecida, pessoas que já se conhecem e que têm afinidades. É fácil lidar com pessoas com as quais você lida bem, mas difícil é lidar com pessoas que pensam de forma diferente, que possuem conhecimentos e experiências diferentes. A panelinha não permite que o “diferente” entre na roda, impedindo o aprendizado e o crescimento. Maturidade significa lidar com a realidade da forma como ela se apresenta, com toda a diversidade que é a vida humana. Imaturidade é tentar se proteger criando uma falsa sensação de segurança quando se está dentro de grupo que diz “amém” para tudo o que você diz.

Atrapalha o processo da empresa: as panelinhas funcionam como feudos dentro da empresa, o que favorece a troca de favores para quem faz parte da “panelinha”, em detrimento das pessoas que não fazem parte da mesma. A regra é “trato bem quem me trata bem”, ou seja, quem faz parte da panela. Esse tipo de postura é negativa para o bom andamento da empresa porque favorece as relações do grupo específico e não os resultados que a empresa precisa. Muitas vezes, outros funcionários de departamentos diferentes acabam sendo prejudicados tendo seus processos atrasados por não fazerem parte da panela.

Não desenvolve a comunicação: pessoas que fazem parte da “panelinha” tendem a se fechar nelas e acabam não se comunicando de forma adequada com pessoas de departamentos diferentes. Além das falhas na comunicação, que podem acarretar em prejuízos à empresa, a “panelinha” ainda pode gerar a fofocas, o que atrapalha ainda mais o clima na empresa.

Está a um passo do assédio moral: dependendo do caso, o funcionamento da “panelinha” pode ser tão grave que seus integrantes podem acabar cometendo assédio moral. A aversão da “panelinha” a algum membro da empresa pode fazer com que os integrantes hajam de forma agressiva e velada com relação a quem não faz parte do grupo, isolando, ignorando a presença, excluindo o não-integrante da panela dos trabalhos em equipe e dos comunicados importantes, ou comunicando-se com ele apenas por escrito, induzi-lo ao erro, etc, comportamentos desse tipo, realizados de forma frequente, configuram violência psicológica e causar danos à saúde mental e até física à pessoa vítima da violência. 

Se você deseja crescer profissionalmente não deve se esconder em meio a grupos fechados. Ao contrário, quanto mais se expuser a situações e pessoas diferentes melhor, pois mais diversificado será seu aprendizado. Além disso, aprenderá a lidar com situações e pessoas dos mais diversos tipos, o que lhe dará um “jogo de cintura” e vivência prática que nenhum livro poderá te dar.

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” eMOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

Uma questão de Atitude

Às vezes ouvimos pessoas dizendo “tome uma atitude!”, porém referindo-se a comportamento. Na verdade, a atitude é uma ideia que antecede o comportamento. A atitude é o posicionamento favorável ou desfavorável que temos sobre determinadas situações, assuntos, pessoas ou objetos, e são formadas com base nas nossas crenças e valores. Por exemplo, ser contra ou a favor do cigarro, contra ou a favor da política atual, etc.

As atitudes predispõem comportamentos, ou seja, tendemos a nos comportar de acordo com as nossas atitudes. Por exemplo, se sua atitude é contra o cigarro, a tendência é que você não fume, e quando não o faz, você se sente bem consigo mesmo. Isso ocorre porque quando temos coerência entre a atitude (o que pensamos) e o comportamento (o que efetivamente fazemos) nos sentimos íntegros, e isso aumenta nossa autoestima e confiança em nós mesmos.
 
Mas é claro que essa coerência entre o que dizemos e fazemos nem sempre acontece. Por exemplo, imagine um adolescente que tenha uma atitude negativa com relação ao cigarro, mas por pressão dos amigos, numa festinha, acaba participando de uma roda de fumo apenas para agradar os amigos. Caso isso aconteça com muita frequência, se suas crenças e atitudes forem muito fortes, talvez esse jovem tenha uma crise de consciência, porque terá um conflito entre o que pensa e aquilo que faz.

Todo esse processo ocorre num nível inconsciente, normalmente não paramos para pensar sobre isso, e simplesmente agimos. Mas existe outra coisa que não sabemos sobre as atitudes, quando nos focamos demais nas atitudes negativas, ou seja, naquilo que não queremos para nós, acabamos nos colocando numa prisão psicológica chamada auto sabotagem. Vamos entender como isso funciona.

É muito comum fazermos comentários aparentemente inofensivos como “não quero ser pobre”, “não quero ficar doente”, “não quero dívidas”, etc. Quando declaramos uma frase, automaticamente uma imagem é formada em nossa cabeça. Isso ocorre porque nossa mente só pensa por imagens. Quando você diz “não quero ficar doente” ou “não posso ficar doente”, a imagem mental criada é de você doente na cama. Isso ocorre porque nosso cérebro não entende mensagens negativas. Nesse caso, não entende a palavra “não”. É como se a mente simplesmente tirasse o “não” da frase e permanecesse o restante. Por exemplo, se você pensa “não posso ficar doente”, qual a imagem formada em sua mente? Você saudável ou você doente? Provavelmente, surgiria a imagem de você doente. Outro exemplo, se você pensar, “não posso gastar dinheiro”. A imagem formada em sua mente é de você gastando o dinheiro e não poupando o dinheiro. Mais um exemplo, se você diz “não quero ser pobre”, a imagem formada provavelmente é a imagem da pobreza, da falta de dinheiro e não da abundância.
 
Uma vez formada a imagem mental, a mesma é tomada pelo nosso inconsciente, que é a maior parte da nossa mente, como meta final, e passa a tentar concretizá-la porque entende que é o nosso desejo. Nossa mente inconsciente apenas obedece a comandos. Ela não distingue o bem do mal, o ruim do bom, o correto do incorreto. Ela simplesmente busca atender nossos pedidos e nos ajuda a torna-los reais, e faz isso direcionando nossa atenção consciente para escolhas e ações a fim de concretizá-los.

 
O grande problema é que a maioria das pessoas desconhece esse processo e, de forma inconsciente, acaba focando justamente aquilo que não desejam, é o que chamamos auto sabotagem. Você deve estar se perguntando agora: Por que damos tanta atenção àquilo que não desejamos? A explicação é simples, nós, seres humanos, buscamos a felicidade e fugimos do sofrimento, e das experiências consideradas por nós como desagradáveis. Entretanto, bons e maus momentos fazem parte de nossas vidas, mas dependendo da experiência negativa, ficamos tão traumatizados que não queremos que elas se repitam. E assim, tentando evitar sofrimentos futuros, aguçamos todos os nossos sentidos para captar qualquer sinal de ameaça para reagirmos o mais rápido possível.


Vejamos o exemplo de Luiza: Ela sonhava ser feliz no amor, casar e ter filhos. Começou a namorar um rapaz muito simpático, falador, a princípio era muito atencioso com ela, mas com o passar do tempo, tornou-se frio e distante. Certo dia, Luiza descobriu que ele a traía. Foi um final de romance bastante traumático. Luiza sofreu muito, chorou muito, mas com o tempo, tudo passou. Tudo menos o trauma. Luiza iniciou novos relacionamentos, mas depois do primeiro trauma, ficou com medo de cair nas garras de outro aproveitador. Mas o mais estranho era que Luiza não sabia explicar por que se sentia atraída justamente por tipos muito parecidos com o primeiro namorado. E, quando não era traída novamente, assim que percebia qualquer sinal de mudança no comportamento do parceiro, ela prontamente terminava o relacionamento, por medo de ser traída novamente.

 
O que aconteceu com Luiza foi que seu medo de sofrer acabou se tornando sua prisão e, sem querer, a sua meta. Seu pensamento era que ela não desejava um namorado infiel como o primeiro, que a fizesse sofrer, mas o fato dessa ideia ter se tornado tão rígida e fixa em sua cabeça, seu inconsciente a tomou como meta desejável. E assim, passou a entrar e sair de relacionamentos infelizes, em que o medo da traição passou a ser o cenário principal. Luiza conhecia muito bem o tipo de homem que não queria para sua vida, mas não sabia exatamente qual era o tipo que queria. Por essa razão, quando se deparava com o tipo de homem que não queria, de tanto pensar nele, por familiaridade, seu inconsciente reconhecia como meta e, lá ia novamente Luiza caindo em outra armadilha que armara para si mesma. Esse processo psicológico ocorre em diversas áreas de nossas vidas, na forma como lidamos com dinheiro, com os negócios, com nossos filhos, etc.

 
A auto sabotagem ocorre pelo desconhecimento das leis do cérebro. A mente é a criadora de toda a realidade existente dentro e fora de nós. Qualquer projeto começa na mente. O corpo, por ser um instrumento da mente, apenas executa aquilo que a mente ordena. Isso vale também para os casos de doenças. Sim, é possível criar uma doença através da própria mente. Por exemplo, quando você diz “Precisava fazer exercício, mas estou com uma preguiça…”, a imagem mental criada é de você mesmo cansado. O corpo automaticamente responde ao comando e você já se sente mais cansado do que antes.

 
Para dar o comando correto é preciso pensar no resultado desejado. Por exemplo, se quer saúde, afirme: “Sou saudável”. Esse afirmação faz a mente criar uma imagem de si mesmo saudável, com vigor e energia. Seu corpo automaticamente reagirá ao comando dado. Manter uma atitude positiva significa pensar firmemente nos resultados que você deseja em sua vida, e não no que você evita. Ter metas definidas, com uma boa estratégia de execução, trabalhar diariamente de forma objetiva, ou seja, avaliando diariamente se suas ações estão condizendo com seu propósito, é o melhor caminho para fugir das auto sabotagens, pois mantém suas mentes consciente e inconsciente trabalhando juntas para aquilo que você deseja.

 
Quando alinhamos nossa mente racional e a mente inconsciente, passamos a trabalhar com a poderosa energia da motivação, que é um estado emocional muito parecido com felicidade. Se eu pedir para pensar em algo que te deixa muito feliz, sua mente localizará o episódio e logo seu estado emocional será de felicidade. Da mesma forma, se você pensar em algum episódio de muita tristeza em sua vida, você se sentirá triste. E isso determinará a força, a persistência e a constância de suas ações.

 
A palavra “emoção” vem do latim “emovere” que significa “que te põe movimento”. As emoções determinam não só a qualidade dos comportamentos (mais vigor, menos vigor, mais intenso, rápido, devagar, etc). Emoções são energias que potencializam a imagem mental. Por serem energia, atraem e repelem por similaridade. E assim, criamos e atraímos situações de acordo com o que vibramos. Por exemplo, uma pessoa que tem muito medo de assalto acaba por criar durante o dia diversas cenas mentais de violência e perigo. Ao pensar nisso, a emoção gerada no corpo é do medo. A crença é de que o mundo é perigoso, e a atitude gerada é de defensiva. O foco se torna o perigo. O corpo vibra tensão, ansiedade, perigo. Por similaridade, essas pessoas acabam por atrair situações parecidas, pois passam a maior parte do tempo alimentando esse tipo de imagem mental, e se sentem atraídas por noticiários, filmes, e qualquer tipo de informação que fale de violência ou medo. Portanto, é importante você ter consciência do tipo de pensamento que você alimenta todos os dias.

 
A única forma de sair dos ciclos de auto sabotagem é mudando o comando mental e a atitude frente à vida. Tenha o hábito de dar o comando correto para sua mente consciente e inconsciente. Ao invés de pensar “Não quero doença”, pense “Sou saudável, me sinto bem e disposto!” alimente esse pensamento imaginando suas células se enchendo de energia, luz e levando essa energia para todo o seu corpo. Se for espiritualista, imagine como se fosse a força divina que te comanda, tomando conta do seu corpo aumentando sua energia e curando seu corpo. Depois, simplesmente confie!
 
Trabalhar com base nas atitudes positivas (o que eu gosto, quero e desejo) é melhor que trabalhar sobre as bases negativas (o que me faz mal, o que não gosto, o que não compartilho). A atitude positiva aumenta sua autoconfiança, alinha desejos com ações com mais facilidade e aumenta a sensação de poder para enfrentar os desafios.

Meiry Kamia é psicóloga

Procure ocupar sua mente com coisas positivas como um projeto que você deseja muito. Isso ajuda seu estado de espírito ficar positivo. Isso é importante porque esse pensamento gera emoção positiva que preenche seu corpo com energia motivacional e vigor. A sensação de bem estar também traz mais disposição para realizar atividades.

O segredo de uma atitude positiva para o trabalho requer pensamentos (imagem) e sentimentos coerentes e positivos, de forma a criar uma sensação de bem estar e positivismo para enfrentar o dia de trabalho. Essa receita funciona para qualquer intenção, seja para alcançar uma meta da empresa, seja para enfrentar um processo de mudança, para ser mais criativo, mais proativo, etc. Criar uma atitude positiva para o dia é fundamental para viver um dia de trabalho mais produtivo e, principalmente, uma vida mais feliz.


MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e“MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

COMO AUMENTAR A PRODUTIVIDADE NO TRABALHO

Equipes reduzidas e muito trabalho. Esse é o cenário moderno. Muitas pessoas entram em estado de estresse porque se sentem sobrecarregadas pelo trabalho. Preocupação demasiada gera ansiedade, que é caracterizada pelas reações do medo, normalmente geradas por pensamentos catastróficos que, por sua vez, geram reações corporais como sudorese, taquicardia, respiração rápida, etc, que atrapalham ainda mais a capacidade de pensar racionalmente e tomar boas decisões. Resultado: maior desperdício de tempo e energia e menor produtividade.
 
Gerenciar o tempo e ser produtivo são habilidades que valem a pena serem desenvolvidas por duas razões, primeiro porque reduz a ansiedade trazendo maior qualidade de vida no trabalho, e segundo porque são habilidades muito valorizadas em um cenário onde os recursos estão cada vez mais escassos nas empresas e o tempo cada vez mais curto.
 
Se você sente que trabalha muito e nunca é o suficiente, deve atentar para dois pontos básicos: o primeiro dele é a falta de planejamento e o segundo são os ladrões de tempo. As dicas a seguir, simples e práticas, te ajudarão a criar novos hábitos de trabalho. Incorporando-as no seu dia a dia, com certeza terá excelentes resultados:
 

PLANEJAMENTO: Antes de iniciar suas atividades, você deve dedicar parte do seu tempo para fazer um planejamento. Isso pode tomar certo tempo inicial, mas em contrapartida, o ajudará a direcionar a energia para uma única direção e também ajudará a decidir quais atividades são realmente importantes para atingir os resultados desejados.

 
Estabeleça metas de longo, médio e curto prazo, determinando “o que” deseja alcançar e “quando”. Ao criar essas metas, procure ajustá-las com suas metas pessoas, alinhando objetivos organizacionais e pessoais. Esse alinhamento e relação ganha-ganha o ajudará a manter a motivação em alta.
 
Trabalhar com
metas diárias aumenta a produtividade porque elas facilitam o monitoramento do próprio desempenho. Com elas você pode comparar seu desempenho dia após dia e controlar a velocidade das tarefas.
 
Determine parâmetros observáveis que mostrem que você está atingindo suas metas. Por exemplo, se sua meta é diminuir custos do seu departamento, determine o que irá mostrar a você e outras pessoas que você está conseguindo alcançar sua meta.
 

TRABALHE COM UMA AGENDA DE PAPEL OU VIRTUAL: Transforme suas metas de curto prazo em tarefas e distribua-as durante a semana antecipadamente. A agenda o ajudará a visualizar suas tarefas diárias e cumpri-las dentro do prazo. Tique cada tarefa realizada. Ao final de cada dia faça um balanço sobre seu próprio desempenho e ajuste as tarefas dos próximos dias se necessário.

 

DEFINA PRIORIDADES: Nem sempre o que é urgente é importante. Lembre-se que o ser humano é um ser de hábitos. Uma vez habituado a agir como um bombeiro “apagando fogo” perde-se a capacidade de refletir se o que é urgente é realmente importante para o resultado final. Pense também na possibilidade de delegar a tarefa, caso ela seja mais operacional. Use seu tempo para o que for realmente importante e o que terá maior impacto sobre o seu resultado final.

 

USE LEMBRETES PARA AS ATIVIDADES IMPORTANTES: Às vezes dependemos da resposta de alguém para dar continuidade ao nosso trabalho, e os lembretes são ideais para essas ocasiões. Eles nos relembram que precisamos dar andamento ao processo assim que tivermos a informação ou material em mãos. Cole Post-Its no monitor para lembrar dos casos em andamento.

 

INOVE: Para resultados diferentes, você deve fazer diferente! Então, caso não esteja satisfeito com o resultado de seu trabalho, pense o que pode fazer para melhorar o processo e atingir um melhor resultado? Faça pequenos e constantes ajustes em suas atividades. Evite cair na zona de conforto.

 

FUJA DOS LADRÕES DE TEMPO: A cada interrupção para verificar e-mails, atender telefonemas ou responder chamados, nossa atenção se dispersa e perdemos cerca de 25 minutos para retornar à tarefa anterior! Um estudo mostra que interrupções consomem 28% do tempo de trabalho diário. Portanto, diminua as interrupções; Estipule um horário específico para checar e-mails; Deixe todos os alertas de e-mails e mensagens desligados; Diminua a quantidade de saídas para os cafezinhos, substitua por uma garrafa d’ água na mesa, é mais saudável e perde-se menos tempo; Diminua as conversas nos corredores; Além desses cuidados, aí vão outras dicas simples para você “ganhar tempo”:

  • Procure responder e-mails logo na primeira leitura. Se não for possível separe em uma pasta específica “tarefas a cumprir”. Trate de apenas 1 assunto por e-mail, isso facilita a leitura e localização da mensagem pelo “assunto”. Se o assunto mudar, mude também o “assunto” do e-mail. Escreva de forma objetiva, utilize tópicos.  
  • Desligue o celular ou coloque-o em modo silencioso. Olhe apenas de hora em hora. Evite olhar o tempo todo para ver se recebeu alguma mensagem.  
  • Se perceber que a socialização é necessária para discutir de modo informal os processos em andamento, crie o hábito de marcar dez minutos antes da reunião para um cafezinho. Assim você faz a socialização e aproveita para discutir algum ponto fora da pauta da reunião.  
  • Para as pessoas que o interrompem com frequência, tente explicar que está tentando gerenciar melhor o seu tempo e combine horários específicos para despachar com eles.  
  • Tenha um tempo específico para lidar com suas preocupações. Isso o ajudará a manter a mente livre de preocupações nas horas em que precisa se concentrar para produzir. Preocupações demais roubam a atenção e distraem a mente, o que causa ansiedade.  
  • Evite procrastinar. Se percebe que anda “empurrando com a barriga”, descubra por que está evitando a tarefa (ela é desagradável? Você se sente inseguro? Não sabe por onde começar? Preguiça?). Depois, contabilize o custo da demora. Você não perde somente tempo, mas perde dinheiro com isso. Se você acha a tarefa difícil demais, desmembre-a em etapas, isso torna mais fácil o início. Peça ajuda se necessário. Observe se você não está estabelecendo padrões muito altos de perfeição.

Lucinha sentia-se arrasada. Frustrada. O desânimo era tanto que mal conseguia disfarçar. Dedicara cinco anos para a empresa, e agora, num processo de mudança e reestruturação, via-se com um chefe novo, fruto de uma contratação externa, num cargo que deveria ser o dela. Era terrível receber ordens de quem ainda nem entendia bem os processos da empresa. Sem contar a frustração de não ter sido reconhecida por tantos anos de trabalho. Estava perdendo prestígio e esforçava-se para esconder as dívidas que aumentavam como uma bola de neve. Era triste não poder comprar uma roupa decente para trabalhar. O carro começava a dar problemas, e a qualquer momento poderia parar de vez. Mas não tinha dinheiro para trocar de carro.

Em casa a situação não era diferente. Era todo dia a mesma coisa. Saia voando do trabalho, pegava as crianças na escolinha, trânsito, e chegava em casa para a outra jornada de trabalho. Abria a porta do apartamento, e via aquela bagunça. Desânimo novamente. Ia direto para o fogão. Durante o preparo da janta gritava irritada o tempo todo com as crianças. “Vá tomar banho!”, “Tira essa roupa já!!”, “Faz logo a droga da lição!”, “Vem jantar! Rápido!”. “Droga!” pensava consigo mesma, “Por que eu não tenho crianças educadas? Obedientes? Essas me irritam o tempo todo! Que inferno!!”.

Lembrava-se sempre com muita mágoa do ex-marido. Em sua visão, um dos principais responsáveis pelo seu fracasso. Ela, que tinha dedicado tantos anos ao casamento, imaginando um marido atencioso, generoso, que pudesse ‘bancar’ as suas contas, agora, estava sozinha e jogada às traças. “Como pude me enganar tanto?” pensava ela.

Lucinha estava cansada, esperava que a qualquer momento alguma coisa pudesse acontecer para tirá-la desse circuito de chateações e frustrações, porque ela mesma já não tinha mais forças para lutar. Parecia que o mundo havia feito um complô contra ela, onde todos trabalhavam para a sua infelicidade.

A história de Lucinha ilustra o processo da frustração. A frustração é causada pelas expectativas criadas em relação às pessoas e situações. Fantasiar situações é comum e até saudável para o ser humano. O problema ocorre quando há o apego às fantasias ou desejos criados e não se aceita o mundo real. Aí surge o sofrimento.

A criança, por imaturidade psicológica e afetiva, apresenta mais dificuldade para tolerar a frustração. Por isso é comum ver crianças se jogando no chão, gritando, esperneando, toda vez que a mãe se recusa, por exemplo, a comprar um brinquedo numa loja. Conforme amadurecem, o egocentrismo diminui, e elas começam a entender que o mundo nem sempre é compatível com as fantasias que criam. E ter essa compreensão ajuda a lidar melhor com a realidade.

Um dos geradores da frustração é a projeção. Por exemplo, a paixão, comum no início de todo relacionamento amoroso, é exatamente isso, uma projeção do ser que ama no ser amado. O ser que ama projeta suas necessidades, admirações, criam expectativas de que o outro irá preencher suas carências. É óbvio que, cedo ou tarde, virá a frustração porque o ser amado não é a projeção, e sim uma pessoa. Sendo assim, a qualquer comportamento ou tomada de decisão do ser amado que não combine com a projeção criada, isso será considerado uma traição. E ouvimos queixas do tipo “como pude ser tão cego?”, “como pude me deixar enganar?”, etc.

Também costumamos projetar nossa felicidade em situações, ou objetos. E, como no caso de Lucinha, o fato de não ter o cargo desejado no trabalho, de não ter como comprar roupas novas, sapatos, carros, etc., conforme ela projetara para si mesma, já é motivo para a frustração.

Manifestações da frustração são a raiva e a tristeza. Assim como a criança esperneia quando não consegue o brinquedo desejado, o adulto imaturo xinga, fala mal, faz birra, etc., pois é a forma que tem de mostrar sua insatisfação. Depois, ao perceber que a realidade não muda, vem a tristeza junto com o sentimento de impotência, e assim, se torna queixoso e escravo daquilo que não tem. O frustrado, por imaturidade, nunca assume a responsabilidade por suas frustrações. A culpa será sempre do outro.

Então, o que é saudável? Ser saudável é ser maduro. É ser menos egocêntrico. É entender que não se tem controle sobre sentimentos, situações, personalidades, jeitos de ser, etc, de outras pessoas. É ser tolerante às frustrações, e isso não significa ser passivo, mas sim saber sonhar, mantendo os pés na realidade.

Tolerar frustrações fortalece o espírito, desenvolve a maturidade, e amplia o aprendizado. Grandes empreendedores passaram por inúmeras frustrações. A diferença entre o frustrado eterno e o vencedor é a forma como eles lidam com a frustração. O primeiro sucumbe, enquanto que o segundo, supera. Se as coisas não saíram da forma como você imaginava, pergunte-se a si mesmo “onde poderia ter feito melhor?”, “o que posso aprender com essa situação?”, “como posso melhorar meu desempenho para atingir o que preciso?”.
 

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e “MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”.

Quem nunca fez ou foi vítima de fofoca no trabalho que atire a primeira pedra! Pois saiba que a fofoca é uma das máscaras da inveja.


 
Convivemos há tantos anos com a inveja que não conseguimos detectá-la e chegamos a nos iludir de que não sofremos desse mal. Entretanto, a inveja nos acompanha desde o nascimento, mas começa a tomar uma proporção maior na idade escolar.
 
Segundo o dicionário Aurélio, inveja é o “desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio”. Portanto, a inveja só pode ocorrer na comparação do eu com o outro.
 
É por isso que o ambiente competitivo é favorável ao desenvolvimento da inveja. Na escola, além de ler e escrever aprendemos a competir pela melhor nota, pelo melhor desempenho e, mais tarde, no ambiente de trabalho, pelo melhor salário, melhor carro, melhor casa, etc. O mundo competitivo alimenta a inveja e nem sempre prepara o homem para a vida.
 
A inveja traz sentimentos negativos de inferioridade e baixa autoestima. Ao nos compararmos o tempo todo com o que está fora, perdemos a referência das características positivas que temos.
 
Como o invejoso não pode ter o que é do outro, ele destrói o que é do outro através de pensamentos, palavras e ações. Exemplo, “fulano é rico, mas é feio!”. “Ciclano é inteligente, mas é pobre”. “fulano tem um carrão, mas está cheio de dívidas”. O invejoso se vangloria com elogios falsos para compensar o mal estar, e estão sempre menosprezando, falando mal e criticando aqueles que invejam.
 
Outro exemplo de mecanismo é a pessoa que inveja a calma e a inteligência de outrem. Ela ataca o outro até que o “tira do sério”. Desta forma, ela consegue tirar a calma do outro e faz com que o outro tenha comportamento nada inteligente.
 
A inveja também pode afetar os comportamentos sociais, como a afirmação “eu não vou à festa porque só tem gente metida lá, e eu odeio gente metida!”. O que está por detrás da aversão à festa é o medo de ser desmascarado. Então, justifica o medo da exposição desvalorizando o evento social e as pessoas que lá estão.
 
A inveja possui diversas máscaras. Veja alguns exemplos de como a inveja se manifesta no ambiente de trabalho:
 

Máscara da FOFOCA: o fofoqueiro, ao invés de se esforçar para crescer e progredir, prefere denegrir os outros para compensar a sua índole e ociosidade.

 

Máscara da LAMENTAÇÃO: percebe-se como “o azarado”, sente que nunca é reconhecido pelo trabalho. Uma fala muito comum do lamentador é a comparação, “Você viu o Pedrinho, como tem regalias aqui? Ele entrou aqui há poucos meses e já é coordenador! E eu? Que estou aqui há mais de cinco anos não consegui nada até agora.”

 

Máscara da HIPOCRISIA: apresenta-se sorridente e afetuoso, com palavras amáveis, entretanto, desencoraja o crescimento alheio. Exemplo, “se eu fosse você, eu não correria o risco de falar com o chefe sobre esse assunto. Eu mesmo já vi vários casos de pessoas que, quando foram falar sobre promoção, foram logo demitidas”.

 

Máscara da PIEDADE: mostra-se manso e humilde, entretanto, menospreza o esforço alheio. “É, o coitado é novato mesmo, chega cheio de gás, cheio de vontade, mas a hora que ele perceber como as coisas funcionam aqui, quero ver para onde é que a alegria dele vai”.

 

Máscara da MELANCOLIA: muito parecida com a máscara da lamentação, a diferença é que a melancolia cai mais para a baixa autoestima enquanto que a lamentação coloca a culpa na situação ou em outras pessoas. “Eu me sinto tão burra, sabe? Ele não, ele é tão extrovertido, tão simpático, tão animado, e eu… eu sou tão murcha…”

 

Máscara do COMPETITIVO: perceptível não apenas por meio das palavras, mas também por meio de comportamentos consumistas. A máxima – “Tem gente que gasta o que não tem, para comprar o que não precisa e mostrar para quem não gosta” – fala por si só!

 

Máscara do SENSATO: denigre a imagem alheia mostrando o quanto o outro é insensato. Ex.: “Se eu tivesse metade do que ele tem, eu estaria feliz!”.

 

COMO LIDAR COM A PRÓPRIA INVEJA? 


A única forma de combater a inveja é freando os impulsos comparativos, olhar para si mesmo e aceitar-se (gostar de si mesmo) como realmente é.
 
Quando deixamos de nos comparar aos outros e passamos a nos observar, a autoestima tende a aumentar porque nos permitimos observar o quanto estamos melhorando em diversos aspectos.
 

O QUE FAZER QUANDO A INVEJA IMPERA NA EQUIPE?
 

Tente retirar o mecanismo comparador do foco principal da pessoa em questão, trazendo para discussão o comportamento da própria pessoa. Mostre que a comparação não agrega em nada, não ajuda nem a equipe crescer e nem ela mesma.

 

Dê-lhe feedbacks. O invejoso é inseguro de si mesmo porque não se conhece. Olha tanto para o outro que perde a referência de si mesmo. Mostre a ele os pontos positivos e os pontos que ainda precisa melhorar.

 

Ajude-o a criar um ideal de vida. O melhor remédio contra a inveja é conhecer o sentido da própria existência e sentir prazer em coisas simples. Incentive-o a ir ao cinema, ao teatro, a ler livros inspiradores, poesias, romances, etc.


 

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

 

Mentira no Trabalho!!!

Quem nunca contou uma mentirinha “inocente” para não ter que ir a uma festa de um amigo porque estava com preguiça? Ou já fez um falso elogio? Ou teve dizer que adorou uma sobremesa feita com todo carinho por uma tia, quando na verdade, detestou? A mentira é uma espécie de ferramenta usada socialmente para amenizar o impacto da realidade, nos proteger da vergonha, preservar o orgulho, e até mesmo para nos ajudar a sair de situações embaraçosas. Entretanto, mentir demais pode ser sinal de distúrbio psicológico e, no âmbito do trabalho, pode até causar demissão por justa causa.

A mentira é um hábito aprendido desde a infância, e as crianças utilizam esse artifício em duas ocasiões mais importantes: 1) escapar das punições e 2) para conseguir algo que desejam. Sem perceber, os próprios pais ensinam e estimulam os filhos a mentirem. Por exemplo, quando ensinam a criança a mentir dizendo que adorou um presente, quando na verdade, a criança o detestou. Crianças aprendem com o exemplo da família, e se espelham nos comportamentos dos pais, quanto mais os pais utilizam do artifício da mentira em seus contatos sociais, maior a tendência das crianças a mentirem.

O ideal é que falemos sempre a verdade, entretanto, em algumas situações, para evitar conflitos, evitar magoar outras pessoas, é natural que, vez ou outra, façamos uso da mentira. Entretanto, há pessoas que mentem mais que o normal, o que pode ser indicativo de problemas de baixa autoestima e sofrimento emocional. Dificuldades para aceitar a realidade, sentir-se muito inferior aos outros, necessidade de aceitação, etc, podem fazer com que a pessoa invente mentiras para se sentir mais interessante ou importante, como forma de acalento e compensação pela baixa autoestima.

Existem pessoas que mentem para tirar vantagem de outras pessoas, como é o caso dos estelionatários, mas esse comportamento estaria muito mais ligado a um desvio de caráter do que ao perfil do mentiroso.

Também há os que mentem compulsivamente, de forma exagerada, estes se enquadram na mitomania. Eles inventam as mentiras e creem nelas, vivendo como que em mundos paralelos entre suas invenções e o mundo real. Esses casos devem ser investigados e podem estar associados a outros transtornos psiquiátricos como, por exemplo, o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) -onde a pessoa sente uma compulsão por mentir, esquizofrenia, entre outros.

No âmbito do trabalho, a mentira pode ter consequências graves porque pode manchar a imagem profissional da pessoa. E resgatar a confiança e a boa reputação, com certeza, será uma caminhada muito mais difícil.

Na ânsia de serem aprovados para o cargo, alguns profissionais já começam a mentir pelo currículo. As mentiras podem atingir diversos itens do currículo, por exemplo, alterações nos dados pessoais como idade, estado civil, filhos, etc. Alterações das datas de entrada e saída das empresas, cargos, salários, domínio do idioma, cursos realizados, etc. Para se prevenirem, as empresas checam as informações com empresas anteriores, realizam testes de inglês, solicitam certificados dos cursos, etc. Uma vez detectada a mentira, o candidato é imediatamente excluído do processo.

As mentiras mais comuns que as empresas se deparam no dia a dia são as relacionadas às faltas. As mentiras utilizadas normalmente são mortes na família e doenças. Isso porque muitas empresas não solicitam certidões por conta do abalo emocional do funcionário. Mas certas mentiras como, por exemplo, a falsificação de atestados e documentos podem acarretar em advertências, demissão por justa causa e até mesmo responder a uma ação criminal.

A forma mais madura de lidar com a vida é saber lidar com a realidade. A mentira é a negação da realidade. Aprender a utilizar formas mais saudáveis para lidar com os problemas do dia a dia sem fazer uso do recurso da mentira, é um grande desafio, mas em contrapartida, traz um aspecto bastante positivo, gera confiança.

A conduta correta, a coerência entre o que se pensa, fala e faz, dá à nossa consciência mais confiança e segurança em nós mesmos. Confiança é construída dia após dia, da mesma forma que perdemos confiança em pessoas que falam uma coisa, mas fazem coisas totalmente contrárias ao que declaram, nós também perdemos confiança em nós mesmos quando somos vítimas de nossas próprias mentiras. 

A conduta coerente também se estende aos demais que nos circundam, porque eles também observam se agimos ou não de forma coerente com nossos discursos. Portanto, o melhor investimento é sempre se respaldar na verdade.

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenv1)olve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

 

Fátima, gerente de Atendimento, estava no processo final de uma avaliação de desempenho da empresa, uma novidade para ela. Também era um desafio, pois assumira o cargo de gestora há menos de 1 ano. Nesse período pode observar de perto sua equipe, e percebeu que algumas pessoas eram displicentes no trabalho, outras se faziam de inocentes quando ela se aproximava, etc. De perfil bastante controlador, Fátima não via a hora de dar o feedback para sua equipe. Queria ver todos trabalhando de forma bastante alinhada.



A coisa parecia bastante normal, quando Rosana, gerente de RH, foi procurá-la. Fátima ficou surpresa ao saber, por intermédio de Rosana, que toda sua equipe estava revoltada com a condução do seu feedback. Segundo Rosana, das 25 pessoas que ela já tinha atendido até então, pelo menos 18 foram reclamar no RH pela falta de clareza, grosseria, sisudez, falta de tato, etc, da gerente de Atendimento.

Fátima sentiu-se traída pela equipe e tomou o problema como algo pessoal. A única coisa que queria era tornar a equipe funcional, otimizada e ficou bastante insatisfeita com o fato da equipe ter ido reclamar no RH. Rosana, tentou amenizar a situação e pediu desculpas à Fátima, pois reconheceu que o erro partiu de seu próprio departamento. O feedback é uma ferramenta e como tal, é preciso conhecê-la para saber utilizá-la. Fátima não estava apta a utilizar a ferramenta, o que causou um estrago muito maior e tirou o brilho do benefício da avaliação de desempenho.

 
O problema de Fátima é muito parecido com o de muitos gestores, e nem é preciso fazer parte de um processo de Avaliação de Desempenho para ter problemas desse tipo.

No contexto organizacional, o feedback é entendido como um fornecimento de informações para uma pessoa ou grupo com o objetivo de melhorar seu desempenho.

Receber feedback também pode não ser fácil para algumas pessoas. Portanto, é importante preparar um “ambiente psicológico adequado” para iniciar um feedback. Seguem algumas dicas:

Prepare o ambiente: 1) escolha um local e horário adequados para o feedback. Escolha um ambiente tranquilo e evite interrupções; 2) crie empatia, rebaixe as defesas da outra pessoa mostrando que você está lá para ajudar; 3) estabeleça um clima de verdade para que haja confiança no processo. Isso significa também se mostrar aberto e disponível para as opiniões do recebedor do feedback.

Separe o problema da pessoa: por exemplo, dizer que determinada parte do texto está confusa é diferente de dizer que a pessoa é confusa. Separar o comportamento/problema da pessoa é importante para que você não transforme a pessoa no próprio problema. Isso também ajuda a tornar a situação mais objetiva. Em um feedback, quanto menos rodeios, melhor!

Exponha o comportamento indesejado de forma objetiva e localizado no tempo e espaço: uma pessoa raramente se comporta mal porque quer. Ela erra ou se comporta mal porque foi o jeito que aprendeu a fazer. Portanto, ao dar o feedback é preciso lembrar a pessoa O QUE, QUANDO, ONDE e COMO o comportamento ocorreu. Dê exemplos concretos, isso ajuda a pessoa a perceber o problema. Por exemplo: “ontem, você saiu para conversar com seus colegas na hora do seu almoço (QUANDO), entretanto, os demais estavam trabalhando, e você começou a contar piadas na frente dos clientes (O QUE e COMO), bem em frente ao balcão de atendimento (ONDE)”.

Descreva o comportamento desejado: é importante deixar claro para a pessoa o que se espera dela. Dar exemplos objetivos também ajudam a pessoa a entender como agir. Ex.: “quero que atenda os telefonemas, no máximo, até o terceiro toque”. “Quero que você mantenha o balcão sempre limpo, isso significa passar um pano umedecido com álcool, manter os molhos e guardanapos arrumados e dispostos nesse canto, etc.”

Chegando a um acordo comum: em algumas ocasiões você vai perceber que a pessoa não realiza as ações da forma que você gostaria porque há empecilhos que extrapolam a vontade dela. Nesse caso, o melhor seria que vocês, em conjunto, buscassem uma solução comum. É muito difícil uma pessoa ser resistente a uma ideia que ela mesma ajudou a criar. 

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

Muitas empresas cometem erros na promoção de funcionários. Por Meiry Kamia – Psicóloga e Conferencista.                                                                                 

Empresas podem levar em conta apenas o conhecimento técnico, mas se esquecem das competências comportamentais necessárias para a função.

Meiry Kamia – PsicólogaApós 12 anos trabalhando na área de produção, Marcelo sentiu que finalmente fora reconhecido pela empresa. Acabara de ser promovido à gerente da área de produção!

Após a demissão do antigo gerente, a diretoria da empresa se reuniu e decidiu, quase que por unanimidade, pelo nome de Marcelo para gerente da área de produção. As principais razões foram: seu comprometimento, sua competência, os anos de casa e conseqüente conhecimento da cultura da empresa e do processo de trabalho, e por ser uma pessoa que raramente tinha problemas de relacionamento. Era a pessoa mais indicada para o cargo naquele momento.
 
Entretanto, o tiro aparentemente certeiro, saiu pela culatra. Poucos meses depois, o desempenho da área de produção caiu drasticamente. Havia reclamações de todos os lados e de tudo quanto é tipo. As grandes virtudes de Marcelo pareciam terem se transformado em enormes defeitos. O profundo conhecimento do processo de produção se transformou em rigidez e dificuldade de adaptação frente às novas demandas. Juntou-se a isso a grande dificuldade em se comunicar, que anteriormente era bem visto pelo fato de não ter problemas interpessoais. Enquanto fazia parte da equipe operacional, não falar era uma virtude. Mas no cargo de liderança, não falar significava não orientar bem a equipe, não dar feedbacks, não dar suporte. O resultado foi uma grande falha na confiança da equipe e uma conseqüente queda no desempenho.
 
O que teria dado errado? Perguntava-se a diretoria. Por que uma pessoa que tinha tudo para dar certo, simplesmente se transformara num grande fracasso? É disso que se trata esse texto.
 
Muitas empresas cometem erros na promoção de funcionários por levarem em conta apenas seu conhecimento técnico, mas se esquecem das competências comportamentais necessárias para a função.
 
Conhecimento técnico, ou competência técnica, é todo conhecimento adquirido por meio de cursos (ex.: graduação, pós-graduação, cursos de informática, idiomas, etc). Já as competências comportamentais ou emocionais referem-se às habilidades pessoais necessárias para a função, por exemplo, capacidade de comunicação, delegação, flexibilidade, iniciativa, auto-disciplina, atenção, entre outros.
 
Estudos citados por Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”, demonstram que o exercício da liderança utiliza muito mais as competências emocionais do que as técnicas, na proporção de 80% para competências emocionais e 20% para técnicas.

Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”

Para Goleman, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a Inteligência Emocional, pois é ela quem dará a habilidade ao gestor de “ler” as necessidades, motivações da equipe e fazer uma boa condução estratégica. Entretanto, um fator fundamental para a Inteligência Emocional é o autoconhecimento. Sem conhecer como o processo das emoções ocorre dentro de si mesmo, é praticamente impossível ter sucesso com o outro.
 
Pessoas competentes em lugares errados podem mostrar o máximo de sua incompetência. No caso de Marcelo, ele era extremamente competente na função anterior, mas não estava preparado para ser líder. A liderança exige habilidades como empatia, comunicação, gerenciamento, delegação, entre outros. Mais que entender de máquinas, é preciso entender de gente!
 
Numa promoção mal planejada, um bom funcionário acaba se tornando o vilão da história. Dependendo da situação, a frustração pelo mal resultado acaba fazendo com que a empresa acabe perdendo um excelente funcionário. E todos perdem.
 
É responsabilidade da empresa conhecer seus funcionários com seus respectivos talentos, e desenvolver as habilidades necessárias antes de promover alguém. É para isso que servem os programas de treinamento & desenvolvimento organizacional. Servem para prever e desenvolver os talentos para os novos desafios. Promover um funcionário sem o devido preparo é sinônimo de frustração para ambas as partes, além da perda de tempo e dinheiro. 


 

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. www.meirykamia.com; atendimento@meirykamia.com

Por: Meiry Kamia – Psicóloga. Os Samurais formavam uma casta de guerreiros que defendiam os senhores feudais no Japão (Daymios).  Exerceram forte influência militar e politica encontrando seu auge a partir do século XII e queda no séc. XIX. No ocidente, os Samurais ficaram muito conhecidos por conta do seu Código de Conduta denominado “Bushidô” (Caminho do Guerreiro), formado por sete preceitos que tinham como objetivo não apenas vencer as batalhas contra os inimigos dos Daymios, mas principalmente, vencer a batalha interna contra os vícios da vida material (preguiça, luxúria, covardia, orgulho, vaidade, etc), elevando o espírito do guerreiro ao patamar da honra e sabedoria.

O Bushidô foi criado sob a influência do Budismo, Xintoísmo e Confucionismo. O destemor da morte e do perigo vem do Budismo. O espírito de lealdade, respeito e reverência aos antepassados vem do Xintoísmo e a ética, do Confucionismo.

O Bushidô era passado de geração em geração através da palavra e da própria conduta dos samurais. Foi muito difundido por todo Japão, servindo de base para as relações humanas e ganhando relevância acima das demais leis. O resultado positivo do Bushidô sobre o povo japonês pode ser visto por meio da organização e velocidade de reconstrução do país que o povo japonês demonstrou no pós-guerra e em outras catástrofes naturais.

Atualmente, o Código do Bushidô serve de inspiração aos guerreiros modernos: Executivos do mundo corporativo. Mais importante do que ganhar dinheiro e vencer os concorrentes do mercado, o Bushidô mostra que manter a conduta correta baseada na ética, respeito mútuo, transparência nas relações, justiça, etc, é a verdadeira garantia de sucesso. O Bushidô lembra o executivo que ganhar uma guerra trapaceando, puxando o tapete, enganando, é vergonhoso e elimina todo mérito do guerreiro, e é desejável a morte à tal desonra.

Abaixo seguem os sete preceitos do Bushidô e sugestões de como aplica-lo no mundo do trabalho:

1 – ESPÍRITO DE JUSTIÇA: Agir com imparcialidade. As decisões devem ser tomadas baseadas naquilo que se considera correto e justo para todos os envolvidos.

APLICAÇÃO NO TRABALHO: O profissional deve agir de forma justa e igualitária com todos os membros da equipe, não permitindo que questões pessoais interfiram em suas decisões. Líder amigo demais, “dois pesos, duas medidas”, politicagem, favorecimentos individuais, devem ser evitados porque a sensação de injustiça corrói a confiança da equipe, destruindo qualquer possibilidade de comprometimento.

2 – ESPÍRITO DE CORAGEM: Viver a vida intensamente enfrentando os desafios da vida. Usar a inteligência para evitar cometer erros e, ao mesmo tempo, não se deixar paralisar pelo medo.

APLICAÇÃO NO TRABALHO: O executivo deve desenvolver a maturidade no trabalho assumindo a responsabilidade por suas ideias, ações e resultado de seu trabalho. O medo de errar, a timidez, a zona de conforto devem ser combatidos. A coragem e a autonomia devem ser incentivadas e apoiadas. Um dos fatores que mais retém talentos dentro de uma empresa é a percepção que o funcionário tem de quanto cresceu como pessoa e profissional dentro da empresa.

3 – ESPÍRITO DE COMPAIXÃO: Ter alma nobre e solidária, que ame o próximo e ajude os colegas em todas as oportunidades que tiver.

APLICAÇÃO NO TRABALHO: Interessar-se pelo outro, perguntar se o outro está bem, fazer gentilezas, perceber se o colega está precisando de ajuda, oferecer ajuda, levar uma xícara de café ou copo d´água, são algumas ações simples que demonstram cuidado com quem está a sua volta. Tais ações resultam em relações de confiança sólidas e dão base para o comprometimento no trabalho.

4 – ESPÍRITO DE RESPEITO: O bom Samurai deve respeitar a todos, inclusive seus inimigos. Para os Samurais, o respeito e admiração devem ser conquistados através da sua postura de coragem, conduta e pela forma como trata as pessoas.

APLICAÇÃO NO TRABALHO: Respeitar significa reconhecer e valorizar o outro como ser humano. Muitas vezes, envoltos pelas preocupações e estresse, é possível ver pessoas tratando seus colegas e clientes como se fossem objetos, não olhando nos olhos, com tom de voz frio e sem consideração ao outro – tais ações são formas de desrespeito no trabalho. Isso é grave! O executivo deve mostrar, através de uma conduta coerente, como demonstrar respeito no ambiente de trabalho. Cumprimentar as pessoas ao entrar nos recintos, elevadores, etc. Sorrir, olhar nos olhos, manter tom de voz cordial, são ações simples que demonstram respeito e que devem ser estimulados no dia a dia.

5 – ESPÍRITO DE HONESTIDADE: A verdade é honrosa, a mentira é covarde e traz desonra. Deve-se assumir sua posição e agir de forma transparente.

APLICAÇÃO NO TRABALHO: Honestidade vai além de não roubar, não fraldar ou vender informações sigilosas. Honestidade é também não utilizar o material da empresa para questões pessoais, é trabalhar as horas contratadas sem fazer corpo mole, é não falar mal da empresa ou de colegas de trabalho – caso tenha algum problema, o melhor é resolvê-lo, de forma transparente.

6 – ESPÍRITO DE HONRA: O Samurai deve honrar o nome da família, e nunca colocar sua reputação em risco. Deve manter o nome limpo para a próxima geração. Por conta disso, deve honrar sua palavra e seus compromissos em qualquer situação.   

APLICAÇÃO NO TRABALHO: Sua reputação é a sua marca pessoal, por onde você passa você deixa uma marca (positiva ou negativa) através das palavras que diz e ações que executa. Ser grato à empresa em que trabalha, trabalhar para honrar o nome da empresa, cumprir com o que promete, manter a palavra nos acordos, encarar os problemas de frente e buscar soluções, ou seja, ser uma pessoa coerente com os valores morais e éticos.

7 – ESPÍRITO DE LEALDADE: O Samurai deve ser fiel a seus princípios éticos e morais. Deve saber reconhecer e valorizar os membros de seu clã, responsabilizar-se e lutar por aqueles que fazem parte de sua vida.

APLICAÇÃO NO TRABALHO: No mundo empresarial ser fiel é um grande desafio e o turnover nas empresas é um exemplo disso. Alguns profissionais trocam de empresa como se trocassem de camisa, e isso é encarado como falta de lealdade pelas empresas. O profissional deve pesar na balança da vida se alguns Reais a mais no salário realmente compensarão sua imagem no mercado. Vestir a camisa, comprometer-se com o crescimento da empresa e da equipe, são exemplos de lealdade.

Uma das grandes contribuições do Bushidô para os dias atuais é relembrar que o sucesso material depende de uma conduta honesta e honrosa. A verdadeira riqueza é conquistada através da conduta correta, justa, transparente, que não cause prejuízos a outras pessoas. O grande erro da atualidade é voltar toda sua atenção ao “ter” e esquecer-se do “ser”, e ao fazer isso, tem-se como resultado, um sistema político, econômico e empresarial doentios. O Bushidô relembra que o verdadeiro inimigo humano não está fora dele, e sim dentro. Lutar contra a própria desonestidade, deslealdade, injustiça, preguiça, covardia, etc, e manter uma conduta correta, coerente e justa, não é algo fácil, ao contrário, é uma batalha que deve ser travada diariamente por toda vida. 

 

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, Graduando em Teologia. Autora dos livros “PÍLULAS MÁGICAS” e MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. www.meirykamia.comatendimento@meirykamia.com

 

 

 

 

O EMPREGO DO FUTURO – Por Meiry Kamia

Se você acha que as mudanças estão acontecendo rápido demais, prepare-se porque a tendência é piorar. Esse é o ponto de vista de João Zuffo, autor do livro “A sociedade e a economia do novo milênio”. Para ele, o avanço da tecnologia e a velocidade da informação causarão ainda mais mudanças principalmente no âmbito do trabalho.

Meiry Kamia – Psicóloga

Essa visão é compartilhada com o sociólogo Manuel Castells, autor do livro “Sociedade em rede”. Ambos os autores apontam para mudanças drásticas nas características do trabalho. Veja aqui os oito principais pontos da mudança:

Declínio do emprego assalariado: haverá um aumento do trabalho autônomo, que será organizado por meio de cooperativas de trabalho. Isso significa que o emprego estável como conhecemos será cada vez mais raro e veremos os trabalhos tipo “empreitada” tomarem cada vez mais espaço. Isso porque as células de trabalho são muito mais rápidas para o desenvolvimento de projetos do que grandes estruturas.  Também exigirá do trabalhador que ele mostre constantemente seu valor à empresa contratante, já que o futuro também prevê altos índices de desemprego.

Horários de trabalho flexíveis: assim como já começa a ocorrer na Europa, existe a tendência da diminuição da carga horária de trabalho, e a ênfase no trabalho por metas.

Declínio da liderança centralizada: trabalhos voltados para metas exigirão equipes flexíveis, que podem se renovar a cada projeto. E, com isso, a necessidade de lideranças situacionais que mudam a cada projeto

Ênfase nas empresas desprovidas de cargo: a velocidade de resposta das empresas para as necessidades dos clientes se tornará um diferencial, portanto, toda burocracia deverá ser eliminada.

Ênfase no teletrabalho e escritório móvel: veremos um número cada vez maior de trabalhadores que trabalham fora do local de trabalho, em casa, em trânsito, no espaço do próprio cliente, etc.

Valorização da criatividade: para atender clientes cada vez mais exigentes, com produtos personalizados, a criatividade entrará como um fator que será muito valorizado pelas empresas. Criatividade juntamente com arte, ciência e tecnologia serão a onda do futuro.

Ênfase na educação continuada: como o grande diferencial dos trabalhadores será a capacidade de processar uma quantidade imensa de informações, o conhecimento será a chave para o sucesso. Os currículos escolares serão mais flexíveis e cursos e recursos online serão muito utilizados, diversificados e personalizados. O estudo contínuo e o autodesenvolvimento serão absolutamente necessários para o sucesso profissional.

Mais tempo para o ócio: a redução da carga horária de trabalho, o formato de trabalho por empreitadas, o teletrabalho, trarão mais tempo livre para as pessoas e o consequente crescimento das áreas de entretenimento, cuidados com a própria saúde e busca espiritual.

Como podemos perceber, para acompanhar esse novo cenário de trabalho, novos comportamentos serão exigidos. Veja os comportamentos imprescindíveis para ter sucesso no mercado de trabalho do futuro:

  • EMPREENDEDORISMO: a diminuição dos empregos formais, o aumento dos trabalhos autônomos e o aumento do desemprego farão com que o trabalhador tenha que assumir a postura de empreendedor, como se ele fosse o dono do próprio negócio, apresentando comportamentos empreendedores, a saber:  buscar oportunidades, mostrar o seu valor antes mesmo de ser contratado, ser capaz de solucionar problemas, assumir responsabilidades, mostrar iniciativa, etc. ;
  • COMUNICAÇÃO: bom domínio não só da língua portuguesa, como também de um segundo e terceiro idiomas. Além disso, o domínio dos elementos que compõem a comunicação se tornará essencial (tom de voz, expressão facial e corporal, utilização de recursos, dar e receber feedbacks, comunicação escrita, etc);
  • TRABALHO EM EQUIPE: o aumento da complexidade da tecnologia e quantidade de informações tornará impossível um trabalho ser executado sozinho. Por isso, a tendência é que se juntem, em equipes, pessoas com conhecimento especializado em diversas áreas. Será imprescindível saber fazer parte de equipes de trabalho. Portanto, negociar, mostrar iniciativa, pedir e oferecer ajuda, compartilhar, comprometimento, etc, serão posturas e comportamentos valiosos que garantirão o sucesso do trabalho;
  • CRIATIVIDADE: “sair da caixinha” – é isso o que os clientes exigirão cada vez mais. A queda das fronteiras possibilitada pela ligação das redes de internet, nos trouxe a consciência do quão pequenos somos nesse mundo. Essa sensação de pequenez trará a necessidade de diferenciação e, com ela, a busca de produtos cada vez mais personalizados.
  • ESTUDO CONSTANTE: a fabricação de informação em todas as áreas é crescente. A capacidade de assimilar, processar e transformar tais informações são habilidades fundamentais para o trabalhador do futuro. Isso exigirá um esforço constante para manter-se informado e reciclar conhecimento, portanto, o autodidatismo estará em foco.
  • ADAPTABILIDADE: a flexibilidade e a capacidade de adaptação às novidades que surgirão tanto nas questões relacionadas à tecnologia como eventualidades do trabalho serão diferenciais para os profissionais que desejam se destacar. 

MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, autora do livro MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia.

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Nós também sabemos que existe uma longa distância entre o discurso e a prática.

Grande parte dos problemas de equipes gira em torno dos relacionamentos interpessoais. É comum observarmos: conflitos de interesse, conflitos de ideias, disputas de egos, birras, fofocas, esquivas de responsabilidades, etc.

Aprendemos desde pequenos a defendermos a nossa individualidade, desejos, ideias, necessidades, etc. Por um lado, isso é positivo porque demonstra boa autoestima, mas dependendo do grau, ligar-se demais às próprias necessidades em detrimento do grupo, pode causar sérios problemas quando o assunto é trabalho em equipe.

Saber trabalhar em equipe exige maturidade psicológica, e isso nada tem a ver com a idade cronológica. Da mesma forma como vemos uma criança fazendo birras quando sua mãe não pode lhe comprar um brinquedo, porque é incapaz de compreender que a mãe não tem dinheiro para esse gasto extra. Também é possível vermos adultos, até mesmo com idade avançada, fazendo birra quando sua ideia não é aceita, ou quando ouviu algum comentário desagradável. Atitudes individualistas ou egocêntricas também são observadas em falas do tipo “eu sou mais eu”, “não sou trouxa”, “cada um com seus problemas”, “isso não é comigo, é problema seu”, etc.

Pessoas imaturas psicologicamente, diante de impasses e conflitos, apresentam dificuldade em dialogar. Insistem em utilizar artifícios infantis, que trouxeram da infância, tais como a birra, o silêncio, o afastamento, maldizer pelas costas, etc, mas não percebem que tais recursos não são nem positivos, nem úteis, ao contrário, contaminam o clima da equipe e desvia a atenção das questões realmente importantes.

Somado à questão da imaturidade, ainda temos um traço cultural nacional brasileiro, que reforça o comportamento individualista. Tal traço cultural foi herdado do período escravocrata e reproduz as relações que envolviam o trabalho daquela época, que é o gosto por “tirar vantagem” das situações e relações em benefício próprio, e que está incluso no tal “jeitinho brasileiro”. Assim, aprendemos desde o período escolar a participar de grupos de trabalho apenas para ganhar nota e não para contribuir realmente. Nesse tipo de relação de trabalho, apenas o “nerd” trabalha enquanto que os “espertos” recebem a nota final. Ainda hoje, podemos ver tais comportamentos sendo reproduzidos nas equipes de trabalho das organizações.

A competitividade também é outro fator que trabalha contra a maré do trabalho em equipe. Esse traço é muito observado no mundo do futebol, em que o zagueiro do time é vangloriado, ganha um salário milionário, em detrimento do restante do time. Ou seja, a equipe toda executa o trabalho, mas apenas o esforço de um é reconhecido. Isso faz com que desejemos ser esse único. Portanto, competir torna-se o caminho para o sucesso. Há pessoas que ficam tão viciadas em competir que acabam levando esse comportamento para as relações pessoais, competindo até mesmo com o cônjuge, querem estar sempre certas e tendo uma necessidade de impor suas vontades o tempo todo.

Como podemos perceber o termo “trabalho em equipe” é, em algumas circunstâncias, algo “desejável” e não uma realidade. Para que as equipes possam funcionar bem é preciso mudar o paradigma, o modelo mental, do individualismo para o coletivismo, e investir em Maturidade.

Pessoas maduras são menos egocêntricas porque conseguem compreender que as outras pessoas são diferentes em suas histórias, crenças, valores, etc, e, portanto, com necessidades diferentes das suas.

Pessoas maduras buscam o bem comum e respaldam-se nas relações ganha-ganha. Ao passo que, na competição só há espaço para apenas um ganhador e os demais serão sempre perdedores. A cooperação traz o respeito mútuo e a necessidade de desenvolver habilidades de negociação, que significa saber abrir mão de uma parte do que deseja, e também lutar por suas necessidades, sem prejudicar o resultado em comum.  

Ações de cooperação também elevam o espírito, despertando o desejo de fazer bem ao próximo, ajudar sem receber nada em troca, trazer benefícios para as pessoas e para o ambiente, a cooperação traz a consciência de que nós também somos “todo mundo”, portanto, ao fazer o bem aos demais, também beneficiamos a nós próprios.

Para desenvolver o espírito de cooperação, as empresas devem incentivar o diálogo, a discussão de ideias (não a disputa), trabalhos cooperativos, investir em treinamento em comunicação e habilidades sociais, etc. Com essas ações, as empresas criam condições favoráveis para o amadurecimento emocional de seus funcionários, e o resultado será sempre positivo, pois o desempenho da equipe será  sempre maior que a individualidade de cada componente. 


MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, autora do livro “MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. www.meirykamia.comatendimento@meirykamia.com

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Como combater a timidez.  por Meiry Kamia*

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Assisti ao programa Mais Você e foi abordado o assunto: Timidez. Gostaria de sugestões de materiais de livros, vídeos sobre o assunto. Sou muito tímida e gostaria de melhorar. Obrigada, Gisela.

Olá Gisela! A única forma de vencermos o medo é justamente fazendo o que mais tememos. A resposta para sua pergunta não está nos livros e sim em você mesma, porque o problema não é saber “o que” fazer, e sim, simplesmente “fazer”. O que existe é uma “trava” psicológica que a impede de ser espontânea, ou seja, falar sem o medo de ser julgada. Como disse no programa, os maiores críticos e carrascos estão dentro de você. Se você não se permite errar, se não aceita que pode errar, não se dará a chance de tentar, e, por medo de errar, não faz. E esse ciclo se retroalimenta te deixando cada vez mais aprisionada e frustrada.

 

O problema está na autoestima. Você só se aceita se for perfeita, e rechaça todo seu lado negativo. E aí mora o medo de expor suas opiniões e participar dos eventos sociais. Você tem muito medo que as pessoas percebam que você não é perfeita, e não te aceitem. Isso ocorre porque o seu foco não está nos seus pontos positivos e sim nos pontos negativos. Provavelmente, o tempo todo você fica pensando em o quanto se sente mais feia que sicrana, ou mais burra que beltrana, etc. Sempre pensa em si mesma de forma negativa e sempre comparando com outras pessoas. Para vencer a timidez tente seguir esses passos:

O PRIMEIRO PASSO é começar a gostar de si mesma, para isso é preciso que conheça e valorize seus pontos positivos. Parece que os pontos negativos você já conhece bem. Perceba o que faz de bom, quais são suas maiores habilidades, que tipos de assuntos lhe interessam (isso lhe ajudará a puxar e manter conversas), etc. Assim você diminui a sensação de ser “um nada” perto de outras pessoas. Aceite também que tem um lado negativo, que não é perfeita. Seja humilde.

SEGUNDO PASSO é rebaixar o crítico interno, e isso deve ser feito de forma muito consciente. Toda vez que sentir pensamentos que irão travar sua espontaneidade, lute contra eles, pensando em outra coisa. Não alimente pensamentos negativos nessas horas. O medo de falar alguma bobagem em público faz com que você fique calada em eventos sociais porque tem medo do julgamento do outro. Lembre-se, o crítico está na sua cabeça. Nem sempre os pensamentos que estão na sua cabeça estão na cabeça dos outros. Se por acaso cometer “uma gafe”, perdoe-se! assim como faz com outras pessoas. Se você não é capaz de perdoar erros alheios, terá muita dificuldade em fazer isso com você mesma.

TERCEIRO PASSO é correr o risco, é fazer! Comunicar-se bem, ser espontânea, são habilidades que devem ser exercitadas, quanto mais você fizer, melhor se tornará. Aproveite todas as oportunidades que tiver para conversar com desconhecidos (na fila do banco ou do cinema, em festas, etc), nem que seja para falar um “oi”, ou falar sobre “como está o tempo”, o que importa é que você veja que realmente está trabalhando a seu favor. E, se por acaso, passar alguma vergonha, verá que vergonha não mata!

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* MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Autora do livro “Motivação Sem Truques”. Ilusionista premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais com mágicas e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: www.meirykamia.com; contatos:  11- 2366-9002 / 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

 

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Sobre Paulo Roberto Machado

Jornalista e Radialista Profissional, graduado em Comunicação Social e Pós Graduado em MKT pela PUC de Campinas, trabalhou, em Campinas e em São Paulo, durante anos na Rede Globo de Televisão - TV e Rádio, na Bandeirantes - Rádio e TV e na antiga TV Manchete como repórter, editor e apresentador e âncora de Telejornais e programas de Debate. Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista Ágape.

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