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Trabalhar em equipe é fundamental para o sucesso da empresa

Nós também sabemos que existe uma longa distância entre o discurso e a prática.

Grande parte dos problemas de equipes gira em torno dos relacionamentos interpessoais. É comum observarmos: conflitos de interesse, conflitos de ideias, disputas de egos, birras, fofocas, esquivas de responsabilidades, etc.

Aprendemos desde pequenos a defendermos a nossa individualidade, desejos, ideias, necessidades, etc. Por um lado, isso é positivo porque demonstra boa autoestima, mas dependendo do grau, ligar-se demais às próprias necessidades em detrimento do grupo, pode causar sérios problemas quando o assunto é trabalho em equipe.

Saber trabalhar em equipe exige maturidade psicológica, e isso nada tem a ver com a idade cronológica. Da mesma forma como vemos uma criança fazendo birras quando sua mãe não pode lhe comprar um brinquedo, porque é incapaz de compreender que a mãe não tem dinheiro para esse gasto extra. Também é possível vermos adultos, até mesmo com idade avançada, fazendo birra quando sua ideia não é aceita, ou quando ouviu algum comentário desagradável. Atitudes individualistas ou egocêntricas também são observadas em falas do tipo “eu sou mais eu”, “não sou trouxa”, “cada um com seus problemas”, “isso não é comigo, é problema seu”, etc.

Pessoas imaturas psicologicamente, diante de impasses e conflitos, apresentam dificuldade em dialogar. Insistem em utilizar artifícios infantis, que trouxeram da infância, tais como a birra, o silêncio, o afastamento, maldizer pelas costas, etc, mas não percebem que tais recursos não são nem positivos, nem úteis, ao contrário, contaminam o clima da equipe e desvia a atenção das questões realmente importantes.

Somado à questão da imaturidade, ainda temos um traço cultural nacional brasileiro, que reforça o comportamento individualista. Tal traço cultural foi herdado do período escravocrata e reproduz as relações que envolviam o trabalho daquela época, que é o gosto por “tirar vantagem” das situações e relações em benefício próprio, e que está incluso no tal “jeitinho brasileiro”. Assim, aprendemos desde o período escolar a participar de grupos de trabalho apenas para ganhar nota e não para contribuir realmente. Nesse tipo de relação de trabalho, apenas o “nerd” trabalha enquanto que os “espertos” recebem a nota final. Ainda hoje, podemos ver tais comportamentos sendo reproduzidos nas equipes de trabalho das organizações.

A competitividade também é outro fator que trabalha contra a maré do trabalho em equipe. Esse traço é muito observado no mundo do futebol, em que o zagueiro do time é vangloriado, ganha um salário milionário, em detrimento do restante do time. Ou seja, a equipe toda executa o trabalho, mas apenas o esforço de um é reconhecido. Isso faz com que desejemos ser esse único. Portanto, competir torna-se o caminho para o sucesso. Há pessoas que ficam tão viciadas em competir que acabam levando esse comportamento para as relações pessoais, competindo até mesmo com o cônjuge, querem estar sempre certas e tendo uma necessidade de impor suas vontades o tempo todo.

Como podemos perceber o termo “trabalho em equipe” é, em algumas circunstâncias, algo “desejável” e não uma realidade. Para que as equipes possam funcionar bem é preciso mudar o paradigma, o modelo mental, do individualismo para o coletivismo, e investir em Maturidade.

Pessoas maduras são menos egocêntricas porque conseguem compreender que as outras pessoas são diferentes em suas histórias, crenças, valores, etc, e, portanto, com necessidades diferentes das suas.

Pessoas maduras buscam o bem comum e respaldam-se nas relações ganha-ganha. Ao passo que, na competição só há espaço para apenas um ganhador e os demais serão sempre perdedores. A cooperação traz o respeito mútuo e a necessidade de desenvolver habilidades de negociação, que significa saber abrir mão de uma parte do que deseja, e também lutar por suas necessidades, sem prejudicar o resultado em comum.  

Ações de cooperação também elevam o espírito, despertando o desejo de fazer bem ao próximo, ajudar sem receber nada em troca, trazer benefícios para as pessoas e para o ambiente, a cooperação traz a consciência de que nós também somos “todo mundo”, portanto, ao fazer o bem aos demais, também beneficiamos a nós próprios.

Para desenvolver o espírito de cooperação, as empresas devem incentivar o diálogo, a discussão de ideias (não a disputa), trabalhos cooperativos, investir em treinamento em comunicação e habilidades sociais, etc. Com essas ações, as empresas criam condições favoráveis para o amadurecimento emocional de seus funcionários, e o resultado será sempre positivo, pois o desempenho da equipe será  sempre maior que a individualidade de cada componente. 


MEIRY KAMIA: Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Consultora Organizacional, autora do livro “MOTIVAÇÃO SEM TRUQUES”. Consultora convidada em Gestão de Pessoas da TV GLOBO – Programas JORNAL HOJE, ENCONTRO com FÁTIMA BERNARDES e MAIS VOCÊ. Comentarista sobre Comportamento no Trabalho do PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE – REDE VIDA. Também é ilusionista, premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. www.meirykamia.comatendimento@meirykamia.com

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Como combater a timidez.  por Meiry Kamia*

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Assisti ao programa Mais Você e foi abordado o assunto: Timidez. Gostaria de sugestões de materiais de livros, vídeos sobre o assunto. Sou muito tímida e gostaria de melhorar. Obrigada, Gisela.

Olá Gisela! A única forma de vencermos o medo é justamente fazendo o que mais tememos. A resposta para sua pergunta não está nos livros e sim em você mesma, porque o problema não é saber “o que” fazer, e sim, simplesmente “fazer”. O que existe é uma “trava” psicológica que a impede de ser espontânea, ou seja, falar sem o medo de ser julgada. Como disse no programa, os maiores críticos e carrascos estão dentro de você. Se você não se permite errar, se não aceita que pode errar, não se dará a chance de tentar, e, por medo de errar, não faz. E esse ciclo se retroalimenta te deixando cada vez mais aprisionada e frustrada.

 

O problema está na autoestima. Você só se aceita se for perfeita, e rechaça todo seu lado negativo. E aí mora o medo de expor suas opiniões e participar dos eventos sociais. Você tem muito medo que as pessoas percebam que você não é perfeita, e não te aceitem. Isso ocorre porque o seu foco não está nos seus pontos positivos e sim nos pontos negativos. Provavelmente, o tempo todo você fica pensando em o quanto se sente mais feia que sicrana, ou mais burra que beltrana, etc. Sempre pensa em si mesma de forma negativa e sempre comparando com outras pessoas. Para vencer a timidez tente seguir esses passos:

O PRIMEIRO PASSO é começar a gostar de si mesma, para isso é preciso que conheça e valorize seus pontos positivos. Parece que os pontos negativos você já conhece bem. Perceba o que faz de bom, quais são suas maiores habilidades, que tipos de assuntos lhe interessam (isso lhe ajudará a puxar e manter conversas), etc. Assim você diminui a sensação de ser “um nada” perto de outras pessoas. Aceite também que tem um lado negativo, que não é perfeita. Seja humilde.

SEGUNDO PASSO é rebaixar o crítico interno, e isso deve ser feito de forma muito consciente. Toda vez que sentir pensamentos que irão travar sua espontaneidade, lute contra eles, pensando em outra coisa. Não alimente pensamentos negativos nessas horas. O medo de falar alguma bobagem em público faz com que você fique calada em eventos sociais porque tem medo do julgamento do outro. Lembre-se, o crítico está na sua cabeça. Nem sempre os pensamentos que estão na sua cabeça estão na cabeça dos outros. Se por acaso cometer “uma gafe”, perdoe-se! assim como faz com outras pessoas. Se você não é capaz de perdoar erros alheios, terá muita dificuldade em fazer isso com você mesma.

TERCEIRO PASSO é correr o risco, é fazer! Comunicar-se bem, ser espontânea, são habilidades que devem ser exercitadas, quanto mais você fizer, melhor se tornará. Aproveite todas as oportunidades que tiver para conversar com desconhecidos (na fila do banco ou do cinema, em festas, etc), nem que seja para falar um “oi”, ou falar sobre “como está o tempo”, o que importa é que você veja que realmente está trabalhando a seu favor. E, se por acaso, passar alguma vergonha, verá que vergonha não mata!

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* MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, Autora do livro “Motivação Sem Truques”. Ilusionista premiada como melhor mágica feminina da América Latina, pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas. Desenvolve palestras motivacionais com mágicas e treinamentos diferenciados, aliando Arte Mágica, Teatro e Psicologia. Site: www.meirykamia.com; contatos:  11- 2366-9002 / 11-2359-6553; contato@meirykamia.com

 

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Sobre Paulo Roberto Machado

Jornalista e Radialista Profissional, graduado em Comunicação Social e Pós Graduado em MKT pela PUC de Campinas, trabalhou, em Campinas e em São Paulo, durante anos na Rede Globo de Televisão - TV e Rádio, na Bandeirantes - Rádio e TV e na antiga TV Manchete como repórter, editor e apresentador e âncora de Telejornais e programas de Debate. Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista Ágape.

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