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Pessoas estão vendo as cores pela primeira vez graças a estes óculos


Criados acidentalmente, os óculos da EnChroma estão ajudando muita gente a superar limitações do daltonismo

O daltonismo é aquele tipo de condição que, para indivíduos que enxergam normalmente, soa como algo pouco importante pois a pessoa não está cega.

Mas, para quem é daltônico, o problema é impactante. Dá para notar isso só pelo crescente número de vídeos que mostram pessoas com o distúrbio enxergando corretamente pela primeira vez, tudo graças a um tipo especial de óculos criado pela EnChroma.

Que cores você vê aqui?

Estima-se que, para cada 12 homens no mundo, um tenha algum tipo de daltonismo. A condição também afeta o sexo feminino, mas de modo bem menos expressivo: um caso para cada 233 mulheres.

Basicamente, o que essas pessoas têm é uma anomalia, frequentemente de ordem genética, que interfere na percepção das cores.

A maioria dos daltônicos têm dificuldades para distinguir o vermelho e o verde, assim como variações dessas cores.

Nos humanos, a retina possui um conjunto de células sensíveis às cores chamadas cones. Há cones que identificam os comprimentos de onda relacionados ao vermelho, outros que o fazem para o verde e um terceiro grupo para o azul.

Como você deve saber, a combinação dessas três cores é que gera todas as outras. Mas, nos indivíduos com daltonismo, algum dos tipos de cones pode não estar presente em quantidade suficiente ou apresentar uma anomalia de pigmentação no interior das células que altera a sensibilidade à cor.

Os óculos da EnChroma

Não há cura para o daltonismo. É por isso que os óculos que a EnChroma desenvolveu estão sendo tão exaltados.

Sabe aquelas invenções que surgem acidentalmente? É o caso. Com doutorado em ciência do vidro pela Universidade Alfred, nos Estados Unidos, Don McPherson decidiu criar um tipo de óculos para proteger os olhos dos médicos em cirurgias com laser.

Os médicos que experimentavam os óculos adoravam a invenção, tanto que alguns até começaram a usá-los fora dos centros cirúrgicos. Ao notar isso, McPherson passou a usar os óculos ocasionalmente ao ar livre. Era uma experiência interessante: “usá-los fez com que todas as cores parecessem incrivelmente saturadas”, disse.

Em 2005, um amigo de McPherson, Michael Angell, viu os óculos e pediu para usar, só um pouquinho. Ele olhou para um conjunto de cones (que são usados no trânsito) e percebeu que estava conseguindo enxergá-los normalmente. Angell é daltônico.

A partir daí, McPherson começou a estudar o assunto e montou uma empresa, a EnChroma Labs, que se dedica ao desenvolvimento de óculos para daltônicos. As primeiras unidades comerciais foram lançadas em 2012.

Hoje, a empresa oferece vários modelos, incluindo versões para crianças. Todas as opções lembram óculos de sol comuns. Só mesmo usando é que dá para perceber que aquelas lentes de convencionais não têm nada.

Os óculos não funcionam em todos os casos, mas a EnChroma estima que 80% dos daltônicos podem se beneficiar da invenção. O maior problema é que, embora não sejam necessariamente caros, os óculos podem pesar no bolso, principalmente de quem mora no Brasil: o preço oscila entre 270 e 470 dólares. 6

Sobre Paulo Roberto Machado

Jornalista e Radialista Profissional, graduado em Comunicação Social e Pós Graduado em MKT pela PUC de Campinas, trabalhou, em Campinas e em São Paulo, durante anos na Rede Globo de Televisão - TV e Rádio, na Bandeirantes - Rádio e TV e na antiga TV Manchete como repórter, editor e apresentador e âncora de Telejornais e programas de Debate. Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista Ágape.

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