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Cientistas da NASA ficam de queixo caído com as primeiras imagens de Júpiter

“A reação da equipe foi de espanto: ‘Olha essas imagens! Elas estão chegando de Júpiter, nós estamos sobrevoando o polo norte pela primeira vez’. É de cair o queixo”. A frase é do cientista Jonathan Nichols, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, e um dos integrantes da missão. Ele e seus colegas estão confusos quanto ao que viram nas imagens.

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This infrared image from Juno provides an unprecedented view of Jupiter’s southern aurora. Such views are not possible from Earth. Credits: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS
A agência espacial americana (Nasa) acaba de divulgar novas imagens de Júpiter feitas pela sonda Juno, que passou a orbitar o planeta em julho.
As imagens inéditas mostram em detalhes o turbilhão de nuvens do gigante de gás em ambos os polos de Júpiter – nenhuma missão anterior havia conseguido registrar fotos tão precisas.
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Juno was about 48,000 miles (78,000 kilometers) above Jupiter’s polar cloud tops when it captured this view, showing storms and weather unlike anywhere else in the solar system. Credits: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS

Apesar de os dados ainda estarem sendo analisados, o pesquisador principal da missão, Scott Bolton, do Instituto de Pesquisa de Southwest, afirmou que novas descobertas já são evidentes.

“Conseguimos ver pela primeira vez o polo Norte de Júpiter, e ele não se parece com nada que jamais vimos ou imaginamos. É mais azul nesse local do que em outras partes do planeta, e há muitas tempestades”.

Ainda de acordo com ele, “não há sinais das faixas latitudinais e dos cinturões que estamos acostumados a ver – é difícil de reconhecer Júpiter pelas imagens”.

“O que estamos vendo são sinais de que as nuvens têm sombras, possivelmente um indicativo de que elas estão em altitude maior do que outros elementos”.

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Foto: NASA

Os dados foram capturados pela nave Juno no último fim de semana de agosto, quando conseguiu pela primeira vez chegar mais perto do planeta desde que entrou na órbita dele, há dois meses. O sobrevoo fez a sonda ficar a apenas 4,2 mil quilômetros acima da atmosfera multicolorida de Júpiter.
Apesar de os dados ainda estarem sendo analisados, o pesquisador principal da missão, Scott Bolton, do Instituto de Pesquisa de Southwest, afirmou que novas descobertas já são evidentes.

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Foto: NASA
 JÚPITER
· Jupiter é 11 vezes mais amplo e tem 300 vezes mais massa que a Terra
· O planeta demora 12 anos terrestres para orbitar o Sol; ‘um dia’ tem 10 horas
· Sua composição é como a de uma estrela: a maior parte é de hidrogênio e hélio
· Sob pressão, o hidrogênio se transforma em um fluido condutor de eletricidade
· Esse ‘hidrogênio’ metálico é provavelmente a fonte do campo magnético
· A maioria do topo das nuvens contém amônia e sulfeto de hidrogênio

Sobre Paulo Roberto Machado

Jornalista e Radialista Profissional, graduado em Comunicação Social e Pós Graduado em MKT pela PUC de Campinas, trabalhou, em Campinas e em São Paulo, durante anos na Rede Globo de Televisão - TV e Rádio, na Bandeirantes - Rádio e TV e na antiga TV Manchete como repórter, editor e apresentador e âncora de Telejornais e programas de Debate. Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista Ágape.

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